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Consciência Negra

O Colégio Suíço-Brasileiro busca trabalhar com temáticas relacionadas à Consciência Negra de diferentes maneiras ao longo de todo o ano letivo e não de forma isolada, somente em uma certa data. Cada professor aborda o assunto de forma espontânea e habitual na sua disciplina; no nosso colégio, o tema recebeu um destaque ainda maior em […]


Em 27 de janeiro de 2020

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O Colégio Suíço-Brasileiro busca trabalhar com temáticas relacionadas à Consciência Negra de diferentes maneiras ao longo de todo o ano letivo e não de forma isolada, somente em uma certa data. Cada professor aborda o assunto de forma espontânea e habitual na sua disciplina; no nosso colégio, o tema recebeu um destaque ainda maior em 2018, quando na maior festa do colégio, o Bazar, escolhemos a África como temática. Este ano decidimos homenagear o México. E o que essas escolhas demonstram? Que faz parte do perfil do nosso colégio semear uma política de respeito à multiculturalidade, enaltecendo a nossa miscigenação. Uma escola aberta é aquela que dá destaque a valores como a consciência, a reflexão, a empatia, a reciprocidade, entre outros.

Neste sentido, por estarmos inseridos no ambiente escolar, onde esses aspectos devem ser discutidos e trabalhados, se torna imprescindível fomentar o conhecimento da história e da cultura afro-brasileira e africana dentro do currículo escolar. Com uma política de abrangência às dimensões históricas, sociais e antropológicas oriundas da realidade brasileira, a meta é combater o racismo e a discriminação que atingem particularmente a população negra do país, além de entender, conhecer e valorizar as origens da nossa própria cultura.   

Frente a essa necessidade na nossa sociedade de reconhecimento, valorização e afirmação dos direitos ligados à comunidade afro-brasileira, no que diz respeito à educação, fica apoiado e estabelecido o seguinte: de acordo com a alteração trazida à Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, é obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na Educação Básica, através da Lei nº 10.639/2003 e Lei nº 11.645/08. Esta obrigatoriedade aponta para a necessidade de diretrizes que transmitam e valorizem a história afro-brasileira remontando às raízes africanas, bem como reconhecimento da importância dos povos indígenas no Brasil, conduzindo nossos alunos a uma educação cultural e social sólida e abrangente através dos conteúdos relacionados a esses temas. 

O objetivo é que este reconhecimento nos conduza a um caminho de  justiça e igualdade de direitos sociais, civis, culturais e econômicos. Para tanto, é preciso instaurar e difundir uma postura diferenciada nos discursos, modos de pensar e agir na sociedade.

Por isso é importante que se adotem estratégias pedagógicas de valorização da diversidade, a fim de refletir sobre a desigualdade racial presente na educação escolar brasileira nos diferentes níveis de ensino, tentando encontrar soluções e medidas para diminuir esse cenário de desigualdade. 

Respeitar as diferenças e valorizar a diversidade cultural é o primeiro passo para todo o restante do trabalho. A escola, ao exercer seu papel socializador e desmistificador, desenvolve trabalhos que viabilizem esse processo de cidadania, conscientização e respeito às diferenças.

O trabalho é realizado a partir do Infantil II até a 4ª série do Ensino Médio e conta com uma grande diversidade de procedimentos pedagógicos, como histórias, brincadeiras educativas, trabalhos de pesquisa, cartazes, debates, danças e apresentações teatrais, promovendo assim um reconhecimento da miscigenação e diversidade no contexto brasileiro, bem como entendendo e aprendendo a refletir sobre questões de injustiças sociais presentes na história brasileira. É através de políticas educacionais como essas que preparamos nossos alunos para construir um futuro mais justo para as próximas gerações.