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Escolas suíças no exterior

Atualmente, existem 18 escolas suíças no mundo que contam com um total de 7.500 alunos, dos quais 1.800 são suíços. Em 1839, a primeira escola suíça foi fundada em Nápoles (Itália). Posteriormente, surgiram outras na Itália, em Gênova (1851), Milano (1860), Luino (1883), Bergamo (1892) e Catania (1904). A maioria foi fundada para atender os […]


Em 27 de agosto de 2018

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Atualmente, existem 18 escolas suíças no mundo que contam com um total de 7.500 alunos, dos quais 1.800 são suíços.

Em 1839, a primeira escola suíça foi fundada em Nápoles (Itália). Posteriormente, surgiram outras na Itália, em Gênova (1851), Milano (1860), Luino (1883), Bergamo (1892) e Catania (1904). A maioria foi fundada para atender os filhos de funcionários de empresas do comercio e da indústria.

Durante as décadas de 30 e 40, ou seja, na época do Socialismo Nacional na Alemanha, em Florença e Roma, onde muitas crianças suíças visitavam a escola alemã, surgiu o desejo de abrir as próprias escolas suíças, que se comprometeriam a repassar as tradições liberais e democráticas.

Além da Itália, surgiram outras escolas suíças no Egito, durante a época do colonialismo. As escolas em Alexandria e Cairo foram abertas durante o auge de empresas têxteis suíças no Egito. Ambas as escolas foram fechadas em tempos politicamente difíceis (1970). Na América do Sul, primeiro sugiram as escolas em Santiago de Chile (1939), Lima (1943) e Bogotá (1948).

A partir das décadas de 60, foram fundadas as escolas suíço-brasileiras no Rio de Janeiro (1963), em São Paulo (1966) e Curitiba (1981), pois nessas cidades, se desenvolveram estabelecimentos importantes da economia suíça o que causou um aumento forte das colônias suíças.

As mais novas escolas surgiram em outras cidades em três continentes, em Bancoc (1963), na Cidade do México (1966), Singapura (1967), Madrid (1970), Cuernavaca (1992), Querétaro (2007), Como (2011) e por fim, em Pequim, sempre lá onde residentes suíços queiram oferecer aos seus filhos uma educação que siga o modelo suíço.

A organização não-governamental «educationsuisse» apoia a fundação nova de escolas suíças no exterior. Para que uma escola suíça no exterior possa adquirir o selo de qualidade “Escola Suíça”, ela deve ser politicamente neutra, laica e ter um(a) diretor(a) suíço(a). Além disso, a escola tem que oferecer um ambiente multilíngue e multicultural, e uma parte das aulas tem que ser ministrada numa língua nacional suíça (alemão, francês ou italiano). Além do setor alemão/espanhol, a escola suíça em Bogotá, por exemplo, também tem uma seção francês/espanhol.

Algumas escolas suíças (7) oferecem a «Maturität». Essa prova final exigente do Ensino Médio permite o acesso livre a todas as universidades na Suíça, e a muitas universidades no mundo inteiro. Outras escolas suíças (6) proporcionam o diploma IB como passaporte de acesso às universidades.

As escolas suíças promovem a presença cultural da Suíça no exterior e seguem princípios pedagógicos suíços, adaptados a cada país anfitrião.

Hoje, muitos ex-alunos de escolas suíças ocupam importantes posições políticas ou financeiras. As escolas suíças são bem consolidadas nos seus países anfitriões e possuem a imagem de instituição de alta qualidade pedagógica.