Princípios pedagógicos

Princípios pedagógicos do Colégio Suíço-Brasileiro

APRENDER COM A CABEÇA, CORAÇÃO E MÃO

O Colégio Suiço-Brasileiro está comprometido desde a sua existência com a tradição ensino aprendizagem baseado nos ideais de Heinrich Pestalozzi: aprender e ensinar com a cabeça, o coração e a mão – com isso o famoso pedagogo suíço queria sugerir já no começo do séc. XIX, que Ensinar e Aprender não deve somente preencher, no sentido da formação intelectual, as impressões de sentido com significado, e sim que a formação habitual do fomento de valores assim como a formação física, seja participando de um acampamento ou da aula de artes, são indispensáveis para um desenvolvimento integral da personalidade. Expresso de forma moderna isto quer dizer: pensar integralmente – convencer como personalidade – agir com responsabilidade. O que isto significa para o nosso colégio?

Com a cabeça:
Pensar integralmente.

Pensar integralmente significa regar o pensar em disciplinas escolares e criar de forma múltipla possibilidades de aprendizagem em campos interdisciplinares dentro e fora da sala-de-aula. Ao lado das técnicas culturais (ler – escrever – calcular), do conhecimento do assunto e do fato está relacionado este pensar de forma criativa, visando o solucionar de problemas. Tais oportunidades oferecem méto­dos didáticos modernos. Os livros didáticos por nós usados atingem todos os sentidos humanos, sendo adequados à idade. Estes mostram o conteúdo com fotos, gravuras e descrições visuais. Com materiais de mani­pulação, jogos, resolução de enigmas e instruções para experiências próprias, eles estimulam atividades diversas para o aluno, fazendo uma referência abrangente do mundo do aluno, despertando a curiosidade. No decorrer do ano letivo colocamos várias vezes pontos fortes para formação do pensar integralmente: na Semana de Estudos, em projetos para a Feira do Conhecimento, bazar, nas viagens de estudo, em intercâmbio com outras séries ou escolas e no contato intercultural com pessoas de outras línguas e culturas. Pensar integralmente por si só porém não é o suficiente para poder subsistir no mundo atual.

Com o coração: convencer
como personalidade

Além da cabeça é trabalhado o coração. Autoconfiança, sentido comunitário e capacidade de responsabilidade, capacidade de comunicação e de grupo são competências sociais de uma personalidade convincente, que complementam uma produção intelectual. A aprendizagem não deve ocorrer unilateralmente de forma cogni­tiva, deixando-se degenerar como sendo um martelar mecânico na cabeça. A aprendizagem como nós a entendemos, também compreende o campo afetivo. Aprender pode e deve ser divertido. No entanto está claro também que aprender é um processo ativo e também ser uma experiência de vida. O interesse emocio­nal no objeto de estudo e no processo de aprendizagem são orientações para a formação de uma personalidade convincente – uma personalidade que confia em si mesma, desenvolve sentido para a coletividade, aceita responsabilidade, pode comunicar-se de forma clara e trazer contribuições apropriadas. São modelos de comportamento que tem muito a ver com vivenciar, experimentar e observar. O professor como exemplo, os colegas da mesma idade como grupo, através dos quais o aluno ganha segurança e autenticidade.

Para a escola isto quer dizer: formação não é um processo, que produz resultados imediatos. Nossos alunos não aprendem num primeiro momento para as provas, e sim para as suas vidas. Eles aprendem técnicas de aprendizagem, aprendem a pensar integralmente, eles aprendem o que modernos autores já denominaram de “inteligência emocional”. Por isso o trabalho a dois e em grupo é de grande significado para o aluno. E por isso nós não queremos concorrer com o conteúdo abundante de outras escolas. Nossa especialidade é a qualidade da formação, que compreende os campos cognitivos, afetivos e psicomotores. Por esta razão disciplinas como música, educação física e trabalhos manuais pertencem à nossa proposta de formação, e por isso semana de estudos, excursões, feira do conhecimento, viagens de estudos e festas escolares são grandes oportunidades de aprendizagem no decorrer do ano letivo.
Aprender e ensinar com a cabeça e o coração não são ainda um procedimento integral com efeito duradouro. Também a mão, o lidar precisa ser incluído no processo de aprendizagem.

Com as mãos: agir com
responsabilidade

Para tocar o homem na sua totalidade, é necessário que o pensar integralmente e o convencer como personalidade andem de mão dadas com o agir (ação) responsável. De que adianta idéias criativas, sugestões de solução lógicas, se elas não podem ser colocadas em prática. De um lado disposição para agir e de outro disposição para assumir a responsabilidade pelo próprio ato. Disposição para agir tem muito a ver com disposição para o risco. Quem é ativo, comete erros. Erros não são pecados, mas nos dão importantes orientações no processo da aprendizagem. Erros são necessários. Sem erros não acontece aprendizagem. Mais importante que os erros num ditado é a alegria de escrever, o brincar com a língua. Quem brinca com língua, também aprende a ortografia correta. Quem tem medo de escrever ditados, fugirá da escrita, desenvolverá estratégias de evitação e consequentemente apresentará resultados de aprendizagem aquém dos esperados.

O que isto quer dizer para o nosso colégio? Isto significa que nós estimulamos os alunos para agir. Isto acontece através de desempenhos orientados. Os alunos não devem ser avaliados unilateralmente por resultados, eles devem ser orientados no caminho da aprendi­zagem, no surgimento de um produto, onde o processo também é avaliado. É especialmente o caso quando alunos desenvolvem projetos. Quanto mais eles se envolvem no planejamento, execução, direcionamento e avaliação, mais intenso é a vivência do processo de formação, maior é a autonomia do aluno. Em disciplinas como trabalhos manuais, educação artística, mas também música e educação física, os alunos lidam de forma mais intensa, pois eles produzem algo. Estas disciplinas constituem uma compensação em relação a disciplinas, em que se absorve muito conhecimento de forma receptiva.